Tirinha #38 | Ser a moda?

Na casca do ovo | Tirinha #38

Diante de notícias irritantes como essa, só me resta aceitar a condição de tendência e tornar-me a própria Moda, com m maiúsculo e tudo. Ademais, é incrivelmente frustrante ser assimilado assim, sem nem me perguntarem o que eu acho disso tudo. Fico imaginando um bando de garotões de academia em porta de boate usando camisa polo listrada e óculos grande, de modo que todos estejam alinhados à tendência de parecer nerd. Com esses nerds fast food, o jeito é voltar para basqueteira e mini-blusa masculina.

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4 comentários para “Tirinha #38 | Ser a moda?”

  1. KelmaPaiva disse:

    Basqueteira é engraçado. Mas não me faça te imaginar de mini-blusa por favooooor!!!

  2. AlexandraCruz disse:

    É! MINI-BLUSA NÃO, PLEAAASEEEE! MAS É INCRIVEL QUE, COM SUA BREVE DESCRIÇÃO, CONSEGUI VISUALIZAR NITIDAMENTE OS BOYZINHOS NA PORTA DA BOITE!

  3. Diego Maynard disse:

    HUhdsaudhusadas, Ela é mais forte que nós. Não adianta resistir =x

  4. Vina disse:

    Apenas a necessidade de se sentir pertencido. Gente sozinha que grita forte quando ouve seu grito ecoar bem mais forte ao ser gritado com outros tantos gritos dos seus amiguinhos na porta da boate. Eles estão na moda só a partir do estágio do “depois que os outros entrarem”.
    Tem muita gente com óculos de parabólicas, suspensório de borboletas grudados em um short do flamengo modelo dos anos 80, e um perfeito chapéu estilo cowboy texano tocando em seu violão o tal Robert Johnson, influenciado ao mesmo tempo por baba baby e Latino, calçando basqueteiras que brilham ao serem pressionadas pelos pés no chão, que não são avançados para a turminha “novo modelo” pois o diferente para essa turminha tem que ser massificado com posturas aparentemente diferenciadas.
    Esses “seres fora da moda” para essas turminhas das boates, se disseminam nas lembranças da massa serializada que acha que “tá na frente” mas só sai da sua ilusória postura “vanguardista” quando um modelito passa a ser disponibilizado não apenas nas passarelas, mas em uma maioria sobrevivente da miserável sociedade, pois esses menininhos e ninhas descolados não passam de seres inseguros que dão seus gritos de avançados e libertários quando se vêem capazes de passarem naturalizados aos olhos dos outros.
    Enfim, quando seus gritos ecoam bem mais forte ao ser gritado com outros tantos gritos dos seus amiguinhos na porta da boate.

    Enfim, um adorável texto!!!

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