Top 5 medos quando criança: #3 Bomba atômica

#3 Bomba atômica. Talvez seja porque na infância peguei parte da Guerra Fria, mas o medo de ser atingido por uma bomba atômica me perseguiu por alguns anos. E era um temor duplo, pois havia duas formas de morrer por causa de uma bomba atômica. A primeira era mais direta e relativamente indolor. Refiro-me a estar no epicentro da explosão. É tudo tão forte e rápido que você nem sente que morreu. Tipo, você está comprando uma coxinha na cantina do colégio e do nada tudo (inclusive você e seus parentes mais próximos) desaparece. Embora rápido como um apagar de luz, morrer assim deve ser incrivelmente traumatizante caso exista vida após a morte. Nesse caso, torçamos que não! Já o segundo modo de morrer com uma bomba atômica se dá indiretamente, por meio da radiação que pairaria nos arredores do ataque por muitos anos. Provavelmente você morreria com algum câncer estranho (tipo no baço) e contaminaria seus genes, que seriam repassados para as próximas gerações. Se já é meio chato morrer, imagine então morrer e ser o causador da morte dos seus três filhos, nove netos e vinte e sete bisnetos? Tudo bem que o próprio ato de ter filho é, de certo modo, matá-lo. Afinal, nascer nada mais é que entrar na fila do cemitério. E às vezes a fila está enorme e ainda fazemos a besteira de tentar furá-la. Por isso evito bungee jumps, mas isso já é outro post.

Bomba H
TwitterFacebookOrkutGoogle ReaderShare

Tags: , ,

12 comentários para “Top 5 medos quando criança: #3 Bomba atômica”

  1. Diego Maynard disse:

    E essa bomba com bigodinho, hahaha.

    eu tenho medo mesmo é de câncer, hoje em dia tudo da câncer não dá nem pra evitar

  2. Diego Maynard disse:

    Ah é o post é sobre medos na infância. realmente câncer parecia beeeeeem distante.
    Eu tinha medo era de apendicite. putz qualquer dor na barriga me fazia suar frio > X

  3. Kelma disse:

    Quando eu era criança não tinha noção do problema da radiação. Tinha medo de morrer da bomba mesmo, e acho que realmente a causa devia ser a Guerra Fria. E eu associava morrer por bomba a morrer queimado, ou seja, uma morte dolorosa pra caramba!! Não achava que morreria rápido.

  4. Ana maria O. Barros disse:

    Bomba atômica sempre foi realmente uma fase na humanidade, em todas as épocas há sempre medos diferentes, na realidade o ser humano precisa destes medos para enfrentá-los. Imagine o susto de estar comprando um lanchinho e ao se virar estar em forma de espírito, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  5. Tarcisio disse:

    Eu vi um dia desses um documentário sobre uma mulher que sobreviveu a bomba que caiu em hiroshima, impressionante. Ela trabalhava no exercito, e estava em um porão fortificado trabalhando com comunicação. Por sorte ela estava esperando a pessoa que ia assumir o lugar dela, que por conhecidencia estava 1 hora atrasada. Ela ter esperado salvou a vida dela.

  6. Ramón Franklin disse:

    Assim como minha mãe eu morria de medo daquele som tenso que acompanhava a imagem do barril de petrólio… era o plantão da Rede Globo sobre a guerra do Golfo em 1992… vivia com medo de uma terceira guerra mundial… no final das contas sempre temos alguns medos de companhia… sejam ele top 5 ou variantes..

  7. Ramón Franklin disse:

    E é bem que mais que “meio chato” morrer huahauhahuaha

  8. Marcelo disse:

    Meu nome é Enéas.

    :)

    PS. Nunca tive medo, eu achava até bonito o cogumelo no ar. Talvez por estar bem longe de mim no tempo e no espaço.

    • Bruno Barros disse:

      Você era uma criança rara, então. Nunca ouvi falar de criança que tem noção exata de tempo e espaço. Tudo é perto e longe de mais ao mesmo tempo! :)

  9. Jubs disse:

    hahah…eu nao tinha medo da BOMBA nao era mais medo da morte….fim do mundo essas coisas….eu ainda tenho neh!uahuahuhauha

  10. Renata Océa disse:

    Lembro de meu pai abrindo o mapa e me explicando que se tivesse uma bomba no Japão ou Rússia, o Brasil não sentiria os efeitos da bomba.
    Eu morria de medo de guerra.

Deixe uma resposta para Jubs